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“Mc Don’t” reflete sobre questões trabalhísticas nas redes de fast-food

Em abril deste ano, os trabalhadores do McDonald’s realizaram o dia de ação global “Sem direitos não é legal”, a fim de denunciar abusos promovidos pela rede de fast-food. Em São Paulo, mais de 2 mil pessoas saíram em passeata até a frente de duas franquias da empresa na região.

Desde então, a campanha ‪#‎SemDireitosNãoéLegal‬ recebeu diversas colaborações. É o caso do curta Mc Don’t,  produzido por alunos do curso de Cinema do Centro de Audiovisual de São Bernardo do Campo, que aborda de maneira ácida e bem humorada o tema do abuso dos trabalhadores nas redes de fast-food.

O trabalho surgiu como um exercício de fotografia. “A gente tinha feito uma primeira versão do vídeo. Ela ficou boa e o pessoal da sala de aula resolveu refazê-lo pensando num cenário e num roteiro melhor”, conta Mauro Junior, um dos idealizadores do projeto.

Inicialmente a proposta seria gravar o curta em uma sala de telemarketing, mas posteriormente surgiu a ideia do palhaço, que levou à imagem das redes de fast-food. “O nosso maior desafio era criticar a métrica das empresas e o tratamento que os funcionários recebem no público x privado”, explica Mauro. O palhaço de duas caras ilustra justamente essa dicotomia.

 

A reação do público tem sido boa. O curta foi aprovado em três festivais até agora: na Semana do Audiovisual, que aconteceu em São Bernardo, no Grotesc-o-vision, festival de filmes B em Curitiba e recentemente o filme foi exibido no festival Mondo Estronho 2, da Cinemateca de Curitiba.

O vídeo também recebeu apoio do volgger Milho Wonka e do portal de terror Medo B. “Graças a eles, conseguimos cerca de 3 mil visualizações nos primeiros meses”.

A proposta agora é transformar o curta em uma websérie. “Temos alguns roteiros esboçados, porém precisamos resolver algumas questões com a equipe e descobrir como ter acesso ao equipamentos, pois estamos no fim do curso”.

No filme, as ações são levadas ao extremo, mas é possível que muitos trabalhadores tenham se identificado com a temática abordada. A área de fast-food foi tomada como exemplo, mas as críticas são a todo tipo de abuso sofrido pelos trabalhadores, o curta não é uma crítica a uma empresa específica.

Maria Eduarda Amorim

Maria Eduarda Amorim

Jornalista, unespiana, apaixonada por músicas, séries e cachorros. Acredita que o mundo está cheio de histórias que merecem ser contadas. Gosta de pessoas, sorrisos e conversas.

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