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Na semana do rock, 4 dicas da nossa equipe

Treze de julho é conhecido no Brasil como o Dia Mundial do Rock. Porém, apesar de ser denominada mundial, a data é comemorada somente em terras tupiniquins. É estranho, né? Mas podemos explicar o motivo.

O dia ficou marcado há 30 anos pelo megaevento Live Aid. Em 13 de julho de 1985, vários artistas se apresentaram em shows silmutâneos em Londres e na Filadélfia para lutar contra a fome na Etiópia. Foi quando Phill Collins pediu durante a sua apresentação para que aquele fosse lembrado como o “dia mundial do rock”.

A data ganhou destaque por aqui em meados dos anos 1990, quando duas rádios paulistanas ligadas ao rock – 89 FM e 97 FM – começaram a mencioná-la em sua programação. Os ouvintes abraçaram a causa e, em poucos anos, a comemoração se tornou popular em todo o país.

Nesse dia é comum relembrarmos grandes nomes que representam o estilo, como Led Zeppelin, The Rolling Stones, AC/DC, Ramones e The Beatles. Entretanto, não é fácil pensar em bandas que hoje se consolidam como banda de rock, até porque o estilo tem diversos subgrupos.

Nossa equipe topou o desafio e se propôs a pensar em alguns nomes para celebrar o dia. Aperte o play e curta a escolha de cada um:

1- Moptop (Vanessa Souza)

Muito comparada aos Strokes durante os anos em que esteve ativa, a banda Moptop nasceu no Rio de Janeiro em 2003 com riffs de guitarra que até lembravam os do grupo americano, mas com uma diferença essencial: o maior destaque à voz e aos outros instrumentos. A discografia dos cariocas é curta – com um EP independente de 2005 chamado Moonrock e dois álbuns de estúdio lançados pela Universal Records, Moptop de 2006 e Como Se Comportar de 2008 –, mas ainda assim memorável.

Depois de embalar uma ou duas paixonites adolescentes minhas, eles anunciaram em 2011 que entrariam em hiato por tempo indefinido – o que, no fim das contas, resultou no fim permanente da banda em 2013, quando o vocalista declarou que o rock tinha mesmo acabado e que agora ele trabalhava com desenvolvimento de aplicações web. Mas, como a boa filha à casa torna, quando quero um bom rock, eu volto a ouvir Moptop.

Moptop era composta por Gabriel Marques (vocais e guitarra), Rodrigo Curi (guitarra), Daniel Campos (baixo) e Mário Mamede (bateria).

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2- Nx Zero (Maria Eduarda Amorim)

Há muita controvérsia quando classificamos Nx Zero como banda de rock. O grupo que surgiu em 2001 na grande São Paulo enfrentou bastante preconceito por ter um estilo mais ligado ao emocore. Porém, com o passar do tempo, sua qualidade musical evoluiu bastante. Posso até ter uma visão apaixonada sobre eles por ter uma ligação muito forte com a banda, mas se compararmos o primeiro disco, Diáologo? (2004), às faixas do álbum Em Comum (2012) podemos perceber um amadurecimento grande tanto na parte instrumental quanto na temática das letras.

Canções como “Apenas um olhar” e “Razões e Emoções”, do primeiro e segundo álbuns respectivamente, falam sobre amores não correspondidos e dramas adolescentes. Já as faixas “Maré” e “Hoje o Céu Abriu”, de 2012, são mais maduras e tratam de temas do cotidiano. Na parte instrumental, podemos ouvir arranjos mais leves e efeitos harmônicos nas guitarras.

Com mais dez anos de carreira, Nx Zero hoje é uma banda consolidada no cenário nacional e merece um destaque pelo dia do rock.

Recentemente foi lançada a faixa “Meu Bem”, do disco Norte, previsto para 2015. Apesar de ter uma letra bastante chiclete, a sonoridade da canção apresenta uma evolução técnica interessante e mostra que a banda busca sempre evoluir.

A formação da Nx é Diego “Di” Ferrero (vocal), Leandro “Gee” Rocha (guitarra e segunda voz), Filipe Ricardo (guitarra), Conrado “Caco” Grandino (baixo), Daniel Weksler (bateria).

3- Kings of Leon (Gabriel Hirabahasi)

Uma das primeiras bandas de rock alternativo às quais tive contato foi Kings of Leon, junto com Maroon 5 e The Kooks. Only by the Night, álbum que lançou a banda ao patamar global, foi o primeiro que ouvi e, como se pode imaginar, “Sex on Fire” e “Use Somebody” foram logo as primeiras músicas.

A banda mescla o estilo típico de Nashville: country, rock cru e pop. Uma mistura de guitarras distorcidas, bateria bem marcada e baixo extremamente presente, além da voz rasgada de Caleb Followill. Ano passado, eles vieram ao Brasil e posso dizer: foi um dos melhores shows que já fui. Presença de palco, setlist bem dividida, alternando músicas mais populares e as do novo disco — que também é espetacular, diga-se de passagem.

Como acredito que cada música simboliza um momento e não tenho nenhum medo de ser clichê, aqui está “Sex on Fire”, da banda de Caleb (vocal e guitarra), Nathan (bateria), Jared (baixo) e Matthew (guitarra) Followill — sim, eles são todos parentes ainda por cima!

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4- Pitty (Carolina Rodrigues)

Para representar as mulheres por aqui, alguém que praticamente dispensa apresentações. A Pitty fez grande sucesso no começo dos anos 2000, época de pré-adolescência/adolescência da minha geração. Acontece que, de uns tempos para cá, após três anos de pausa da banda, Pitty voltou com tudo e sem dúvidas ainda é um ícone feminino do rock brasileiro.

Músicas antigas como “Admirável Chip Novo”, “Teto de Vidro”, “Máscara” e “Equalize” ainda são a marca da banda, mas o disco mais recente Setevidas está bem presente nas rádios por aí. E os shows estão lotados. Recentemente, no João Rock, festival de música em Ribeirão Preto, assisti ao show da Pitty e foi simplesmente sensacional. Ela mesclou as músicas antigas com as novas e tudo pareceu fazer mais sentido do que nunca.

Além disso, vale destacar o posicionamento feminista que a Pitty adotou nos últimos tempos. Com as redes sociais, segue em um ativismo online que de certa forma é bastante representativo para as mulheres. E vai além: com certeza leva essa energia para as novas produções e as novas turnês.

Por isso, aproveite a nova fase e sinta a vibe de perto. Os próximos shows estão marcados e mais informações estão no site oficial. Aqui, deixo o novo álbum completo para te instigar:

 

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